quarta-feira, 17 de julho de 2013

Novo blog sobre temas de desenvolvimento pessoal e profissional

Convido-vos a visitarem o meu novo blog sobre temas relacionados com desenvolvimento pessoal e profissional: http://objetivolua.com/blog/


A Objetivo Lua nasce da inspiração de que mesmo os desafios que parecem difíceis ou aparentemente impossíveis, como ir à lua, podem ser ultrapassados.

Neste blog vou escrever sobre vários assuntos como comunicação, relações, liderança, soft-skills, gestão de tempo, organização, que darão preciosas ideias para melhorar resultados nas várias dimensões da vida de cada um.

Podem subscrever o blog e fazerem like na página do facebook onde vou partilhando também curtas dicas.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Novo blog de receitas vegetarianas




bimbyvegetariana.com
Convido-vos a irem conhecer o meu novo blog: www.bimbyvegetariana.com.
Sou vegetariana e há algum tempo descobri que a Bimby faz toda a diferença na vida de um vegetariano.
Pretendo partilhar neste blog como a comida vegetariana pode ser saborosa e diversificada e o meu entusiasmo de como a Bimby/thermomix pode ajudar a obter excelentes resultados sem esforço.Vou partilhar receitas e outras dicas sobre alimentação e cozinha. 
Quem não tem Bimby também poderá adaptar as receitas mas com certeza será mais difícil.
Também partilharei receitas de coisas doces!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Loiças Vista Alegre e outras coisas para a cozinha com grandes descontos

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Quando pensarem em comprar louças ou outras coisas de cozinha vejam a loja online Brincoloiça antes. Vendem coisas para hotelaria (pratos, copos, talheres, tachos, e outras coisas profissionais) com preços muito acessíveis já que compram em quantidade.
Há uns tempos escolhi um serviço de pratos da Vista Alegre mas os preços eram muito elevados. Nesta loja encontrei os mesmos (mesmo os mesmos) pratos a menos de metade do preço (por exemplo os pratos custavam 20.90€ nas lojas e aqui 7.28€)…agora imaginem a poupança final sendo que compramos vários pratos.
O que quero mesmo destacar é o profissionalismo e a atenção excepcionais que me deram durante todo o processo de seleção e compra. Um serviço ao cliente exemplar!
Os amigos do Norte têm sorte porque esta empresa tem loja na Póvoa do Varzim, Braga e Esposende.

domingo, 2 de setembro de 2012

Três dicas para pais e professores que querem influenciar positivamente


Pais e professores têm intenções muito positivas quando comunicam com os seus filhos ou alunos. Querem mesmo que eles ultrapassem os seus limites e sejam cada vez melhores. No entanto, por vezes, a forma como usam a linguagem pode ter o efeito contrário. Neste artigo partilho três formas mais eficazes de comunicar. Obviamente tudo isto é válido noutros contextos de comunicação, inclusive na comunicação connosco próprios.

Uso da negativa: “Não desistas!” Para avaliar o significado desta frase pensamos primeiro no que significa a coisa da qual nos devemos afastar (desistir) para depois a negar. O foco principal é no que não se quer, ou seja, desistir. Em vez do uso da negativa, é mais eficaz e claro apontar logo o que se pretende, que neste caso seria qualquer coisa como “Continua! Tu consegues!”.

Pressuposto de que se vai falhar: “Tentem agora fazer o exercício.” Para quê usar a palavra “tentar”? Esta expressão traz agarrado o pressuposto de que se pode não conseguir programando-nos para o insucesso.  Uma alternativa que abre mais possibilidades e mais confiante será “Façam agora o exercício”. Qual das alternativas vos dá mais confiança na vossa capacidade quando afirmam para vocês próprios “vou tentar fazer” ou “vou fazer”?

Ser específico e cumprir: “Só mais um bocadinho” Um bocadinho quanto, especificamente? Dar essa pista ajuda a pessoa a gerir os recursos que precisa para se superar por exemplo no tempo que se mantém a fazer uma coisa, a ultrapassar os seus limites físicos, ou a comer mais umas colheres de sopa. Quantificando e sendo fiel ao prometido aumenta-se a confiança do outro no comunicador, nesta e noutras situações no futuro.






sábado, 1 de setembro de 2012

OhAiQueBom–Versão vegetariana da receita japonesa Oyakodon


Oyakodon é um prato japonês de arroz, frango e ovo. Oyako significa pai e criança (frango e o ovo) em japonês. Tirei-lhe o frango, inventei e demos-lhe o nome de OhAiQueBom. Não precisa de  bimby. Precisa de alguns ingredientes que provavelmente não têm em casa mas que se compram em qualquer supermercado na parte das comidas internacionais. A receita abaixo dá para dois gulosos. Se forem mais pessoas sugiro ser complementada com mais alguma coisa pois não “rende” ou comerem com pauzinhos!

Agradeço à nossa amiga Anabela que nos fez um jantar japonês inesquecível e me ensinou a fazer a versão original deste prato.

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Ingredientes

200g arroz de sushi (pode ser outro qualquer mas o de sushi fica coladinho e fácil de usar os pauzinhos, o basmati talvez não funcione já que tem um sabor intenso)

4 colheres sopa de sake (pode-se comprar uma garrafa e conservar no frigorifico durante alguns meses)

1 cebola cortada em meia lua (corta-se ao meio e depois às tirinhas fininhas)

2 colheres de sopa de molho de soja

1 colher de sopa de mirim (este molho pode ser usado juntamente com o molho de soja em vários tipos de temperos)

2 colheres de chá de açúcar (os japoneses colocam açúcar na comida e provavelmente por isso não comem muitos doces)

1 alho francês (parte branca) cortado às rodelinhas finas

150 g de ervilhas (usei congeladas, coloquei no microondas 2 minutos com um pouco de água antes)

4 ovos

Cebolinho picado (1/3 de um molhinho, aguenta-se bem várias semanas no frigorifico)

Modo de preparação

Coze-se o arroz seguindo as instruções. Atenção que alguns tipos de arroz de sushi pedem para serem demolhados uma hora antes. Vejam as instruções na embalagem. O arroz deve ser depois colocado no fundo de tacinhas e leva o OhAiQueBom por cima

Colocar numa frigideira funda ou wok (usei esta) o sake, sal, pimenta e alguma água (mais ou menos a mesma quantidade de sake). Deixar ferver.

Colocar a cebola e ir mexendo até ficar mais transparente. Acrescentar a soja, o mirim e o açúcar. Deixar refogar mais 2 ou 3 minutos.

Acrescentar o alho frances e as ervilhas. Baixar o lume e ir mexendo durante 5 minutos.

Acrescentar os ovos batidos e o cebolinho e misturar bem cerca de 30 segundos.

Servir o OhAiQueBom em cima do arroz.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Zonas verdes de Lisboa - Tapada da Ajuda

Nos passeios por Lisboa que temos feito explorámos duas áreas de vegetação imensa no centro de Lisboa: a Tapada da Ajuda e a Tapada das Necessidades. Uma tapada é uma “mata vedada por muro, geralmente destinada à criação de caça”. Estas áreas por vezes esquecidas pelos moradores são sítios muito interessantes para passear e tomar banho de verde.
A Tapada da Ajuda consiste em 100 hectares de jardim encostado ao parque de Monsanto.
A entrada faz-se pela Calçada da Tapada, em Alcântara e não se paga. Embora tenha zonas de passagem sem sombra e a subir, em geral a vegetação é bastante frondosa e interessante para quem gosta de observar a vegetação bem como as aves. Os pássaros e as cigarras não se cansaram enquanto por lá andámos. Desconfio que depois de nos virmos embora continuaram.
Além do Instituto Superior de Agronomia, o espaço tem o Pavilhão de Exposições e o Observatório Astronómico de Lisboa que valem a pena espreitar.
O Pavilhão de Exposições foi inaugurado em 1884 para uma Exposição Agrícola. É um espaço de ferro e vidro imenso e que é hoje usado para eventos. Tem grandes escadarias exteriores tipo para a Cinderela perder o sapatinho. Não entrámos mas espreitámos pelas janelas o espaço vazio e recuperado e imaginámos o seu potencial.
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O Observatório Astronómico foi fundado em 1861 e continua a ter atividade hoje em dia. É a entidade responsável por fornecer Hora  Legal Portuguesa, desenvolve e apoia atividades de investigação científica em  Astronomia e Astrofísica moderna e promove diversas iniciativas de divulgação científica.
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Ao longo do passeio fomos encontrando várias vistas do rio e da ponte que, como sempre, nos encantam. Descobri agora que existem percursos aconselhados o que vai ser uma óptima desculpa para voltar.
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domingo, 26 de agosto de 2012

Relendo Eça


Já me tinha esquecido do bom que é ler, pelo prazer de ler, de ir percorrendo uma história só com a energia da curiosidade de saber o que acontece e de quem são aquelas gentes. Só. Só pelo prazer…de ter um livro para ler. Reli, re-devorei Eça. Relembrei a genialidade do uso honesto das palavras, sem manias, das palavras certas, de quem sabe usar o humor refinado para tecer qualquer coisa de maior. Os génios são assim: intemporais!

Versões digitais/e-books de vários livros do Eça de Queiroz

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Restaurante vegetariano–Jardim das Cerejas

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Descobrimos um restaurante vegetariano muito simpático em Lisboa na Calçada do Sacramento (Chiado).
É tipo buffet (7.5€ ao almoço e 9.5€ ao jantar, bebidas e sobremesa à parte). Têm os preços e mais informação no site do restaurante.
O espaço é simples. Gostámos bastante da comida: as entradas (desde os pastelinhos, saladas e pizas) eram bastante boas e as seis variedades de comida quente eram ainda melhores. Para quem gostava da comida do desaparecido restaurante Oriente Chiado, na Rua Ivens, tem aqui uma boa alternativa. O maior defeito é o estacionamento. Estacionámos no parque do Chiado logo ali ao pé e mesmo tendo sido rápidos a almoçar pagámos 2.5€. Mesmo assim, pela comida e pela simpatia vamos voltar! 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Como ser quem quero ser ou o que é a PNL?

Há uns tempos atrás não sabia o que era a Programação Neuro-Linguística (PNL) e quando comecei a estudar este assunto não tinha ideia de como algumas ferramentas tão simples poderiam transformar o modo como olhamos para o mundo, nos comportamos e comunicamos para atingirmos melhores resultados a todos os níveis.

A proposta da PNL é estudar a mente e como pensamos (neuro), como comunicamos connosco e com os outros e o impacto que isso tem (linguística) e como é que podemos trabalhar os nossos pensamentos, comunicação e comportamentos (programação) para nos sentirmos como desejamos e realizarmos o que queremos.

o que é a PNLMas afinal do que se trata?

Imaginem que vivemos dentro de uma caixa e vemos, ouvimos e sentimos o mundo através dessa caixa. Aquilo que nos chega será uma representação da realidade, diferente da realidade, já que a caixa nos limita a percepção do mundo. A PNL oferece-nos ferramentas para que tenhamos consciência da existência da caixa e abramos buracos cada vez maiores nos vários lados da caixa.

Aquilo em que nos focamos, aquilo que ignoramos ou distorcemos, as nossas crenças, os nossos valores, o que é importante para nós, as nossas experiências passadas, o modo como comunicamos, são as paredes da caixa que muitas vezes nos impedem de ver a realidade e nos limitam, impedindo de atingir os resultados que desejamos.

Um praticante de PNL aprende a abrir grandes buracos nessa caixa usando várias ferramentas:
  • Aprende a focar-se nos resultados, a definir intenções claras e a responsabilizar-se pelas suas escolhas. Toma consciência do papel das suas escolhas na sua vida.
  • Aprende ferramentas que permitem alterar o seu estado emocional e tomar consciência do mesmo.
  • Toma consciência da diferença entre o mundo e a sua visão do mundo, e dos processos que usa para criar essa visão. Aprende a criar uma perspetiva mais aberta a possibilidades.
  • Trabalha profundamente a comunicação consigo e com os outros, tanto a nível verbal como não-verbal. A comunicação torna-se mais específica, focando-se no resultado e na ação em vez de histórias que não levam a lado nenhum. Sabe que o que diz e principalmente como o diz pode limitá-lo ou, pelo contrário, quebrar barreiras.
  • Observa e aprende com outros a atingir resultados em várias áreas.
  • Aprende ferramentas que o ajudam a transformar reações e comportamentos que acreditava serem automáticos e naturais e que não conseguia evitar.
As pessoas podem usar estas ferramentas consigo próprias ou trabalhá-las com outros, por exemplo em processos de coaching.

Para os mais curiosos sobre o tema sugiro um livro introdutório que, sob a forma de uma história, ensina algumas destas ferramentas: “O Mágico que Não Acreditava em Magia”, do Pedro Vieira.






domingo, 12 de agosto de 2012

Brunch 1–Pão de canela

Tenho uma lista de sítios com Brunchs para experimentar e este foi o primeiro. O requisito essencial da seleção dos sítios a ir, já que a moda pegou e em Lisboa há imensos, foi o brunch ser tipo buffet.
Este Sábado fomos experimentar o brunch do Pão de Canela, na Praça das Flores nº 25/28. A Praça das Flores é um mimo, fresca, com árvores frondosas e só por isso vale a pena a vista. Virado para a praça está esta pastelaria que aos fins de semana e feriados, entre as 10h e as 16h, tem brunch por 13,80€/pessoa.
A variedade dos petiscos é considerável: tem vários salgados (uns pastelinhos de espinafres e ricotta bem bons), quiches, ovos mexidos, espargos e outras coisas quentes. Tem também vários bolos, scones, crepes com chocolate (secos e estranhos, tive mais olhos que barriga), salada de fruta, sumos e café. O café expresso é à parte.
O sítio tem esplanada e mesas dentro. Fomos às 10:30 e já tinha mesas reservadas (sugiro reserva por telefone para quem quer ficar na esplanada). Passado pouco tempo havia gente na rua à espera. A esplanada é pequena e as mesas muito em cima umas das outras o que não convida a ficar. Acabámos por agarrar no livro e sentarmo-nos na praça.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Multitasking–Valerá a pena? - Parte II

 
Multitasking - estratégias
No post anterior falei do multitasking e de como este tem efeitos nefastos para o desempenho e para a saúde. Neste post apresento algumas estratégias para resistir ao multitasking em particular em ambientes de trabalho em que o computador é a ferramenta principal. Foco não só estratégias pessoais mas também estratégias que podem ser adotadas por equipas e organizações.




uma coisa de cada vez

 

Estratégias pessoais

Há estratégias para reduzir distrações e interrupções que cada um pode adotar, em particular para realizarmos as tarefas importantes que necessitem de concentração. Cada pessoa é uma pessoa e tem a sua realidade. A minha proposta aqui é deixar ideias que cada um possa usar para desenvolver a sua própria estratégia.
  
  • Se só puder fazer uma coisa faça esta, se é que ainda não a fez: desligue as notificações do email. Experimente uma semana e veja como se sente. Qual é a pior coisa que pode acontecer se não souber ao minuto que tem emails novos?
  • Esta é o nível 2 da dica anterior: marcar na sua agenda períodos específicos para ver o email. Há pessoas que a primeira coisa que fazem de manhã quando chegam ao escritório é ver o email. Há outras que se focam logo na tarefa mais importante que têm para esse dia. Quem terá melhores resultados?
  • Técnica do Tomate (em inglês esta estratégia parece muito mais respeitável: Pomodoro Technique). Esta técnica é inspirada nos cronómetros da cozinha em forma de tomate e consiste em focar-se numa tarefa durante 25 minutos e fazer um intervalo nos 5 minutos seguintes. Ao fim de 4 “tomates” faz-se um intervalo maior de 15 a 20 minutos. Eu aplico uma versão simplificada em que estou focada em intervalos intervalos de tempo maiores (tipicamente 55 minutos) usando esta aplicação para contar o tempo. A ideia é que durante o tempo que definiu não faça mais nada além da tarefa que se propôs fazer. Ver o tempo a contar ajuda uma pessoa a resistir à tentação das interrupções internas.image
  • Esta é outra versão da ideia anterior: reservar na sua agenda períodos de tempo (por exemplo 1h) para se focar nas tarefas que requerem concentração. Se conseguir que esses períodos correspondam aos seus períodos mais produtivos é o ideal (concentra-se melhor de manhã, à tarde ou à noite?). Nestes períodos vai potenciar a oportunidade para entrar naquele estado de flow que conseguimos quando estamos a fazer o que gostamos e nem damos pelo tempo passar. Para aumentar o foco pode:
    • tirar o som do telemóvel e desligar outras fontes de interrupção no computador (há até quem bloqueie o acesso a certos sites durante determinado tempo com programas como o LeechBlock para Firefox).
    • se puder, isolar-se fisicamente, principalmente se trabalhar num open-space ou então avisar que precisa de se concentrar; até pode pôr uma mensagem em cima da mesa ou combinar com os colegas um sinal (por exemplo se tem o fones) para não o interromperem.
    • marcar tempo para se descontrair e distrair depois do tempo de foco.
  • Se é interrompido com frequência por um colega, marcar reuniões recorrentes com esse colega para tratar desses assuntos.
  • Listar os passos de uma tarefa ou ter sempre à mão onde escrever para apontar o que está a fazer quando é interrompido para ser mais fácil retomar. Fazer listas do que se vai lembrando que tem para fazer em vez de ir logo fazer à medida que se lembra. Escrevendo-as ficam seguras e podem ser esquecidas por agora.
  • Partilhar com os colegas estas estratégias para que não esperem por exemplo resposta imediata ao email, não o interromperem ou até se inspirarem e adotarem também novos comportamentos.
  • Ter objetivos claros do que quer fazer nessa hora, dia, semana para o ajudar a focar quando começam a aparecer distrações.

Estratégias de equipa

Um dos maiores desafios que tenho é o não ser uma fonte de interrupção. É muito mais fácil interromper um colega, resolver o problema e passar para a tarefa seguinte do que ficar com o problema/tarefa pendurado.
Algumas ideias para promover nas equipas momentos de foco:
  • Antever necessidade da colaboração dos outros para dar tempo a que respondam ou deem a contribuição ao seu tempo.
  • Ir apontando os assuntos para falar com uma pessoa para minimizar o número de interrupções.
  • Evitar usar o telefone e enviar email para que a pessoa possa processar o assunto quando lhe for mais conveniente (embora por vezes isto implique que a resolução da questão demore mais).
  • Definir períodos do dia em que todos estão focados e que não há interrupções.

Estratégias nas organizações

As consequências negativas do multitasking são conhecidas e mesmo assim as organizações continuam a promovê-lo mesmo que não tenham essa intenção. A capacidade de gestão e o papel da liderança pelo exemplo são essenciais para promover um ambiente onde as pessoas tenham a capacidade de se focar nas tarefas mais exigentes. Algumas ideias para que isto aconteça:
  • Evitar que as pessoas trabalhem em muitos projetos em simultâneo.
  • Definir bem as prioridades.
  • Dar o exemplo:
    • Não responder a um email segundos depois de o ter recebido, passando a mensagem que é essa a expectativa de comportamento que tem.
    • Não pedir com frequência respostas ASAP/urgente/para ontem.
    • Não interromper com frequência para saber o estado de alguma tarefa.
  • Criar ambientes físicos onde as pessoas se possam focar (por exemplo dar liberdade para que as pessoas trabalhem em casa, se as funções o permitem, ou criarem espaços reservados principalmente em empresas organizadas em open-space).
  • Promover reuniões sem computador ou em que não seja aceitável as pessoas estarem a ver o email, o telefone ou a fazerem outra coisa.
  • Promover momentos de foco - há até empresas que proíbem o uso do email uma tarde por semana.
À medida que os maus comportamentos se tornarem inaceitáveis e as organizações forem avaliando o impacto nos seus resultados (obviamente exagerando, mas se perdemos 30% do tempo a mudar de tarefa…isso corresponde a um dia e meio por semana) ocorrerão mudanças a nível pessoal e organizacional.

Até lá, cada um de nós pode ir experimentando e definindo as suas próprias estratégias. Quais destas estratégias o podem ajudar a atingir melhores resultados e sentir-se melhor?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Multitasking - valerá a pena? – Parte I



multitasking - valerá a pena?
Multitasking (recuso-me a dizer isto em português para fazer de conta que o fenómeno é coisa estrangeira) é muito valorizado hoje em dia em determinados ambientes. Além disso, nos dias tão cheios de solicitações de trabalho e lazer achamos que esta é a solução para conseguirmos fazer tudo.
Já é conhecido por muitos que este modo de operar tem efeitos adversos mas é cada vez mais complicado fugir a isso. Este artigo resume alguma informação importante sobre este tema e o seguinte lista ideias para lidar com o fenómeno.
 



 

Multi-muitas-tarefas

Hoje em dia, em particular em certos ambientes de trabalho onde a cultura do “tudo para ontem” e a resposta imediata são a regra (muitas vezes refletindo uma organização e gestão deficientes), a capacidade de multitasking (fazer várias coisas ao mesmo tempo) é valorizada e premiada. As tecnologias de informação, novos gadgets e estarmos cada vez mais contactáveis têm contribuído para que o multi se multiplique.

No entanto, tem vindo a ser estudado que a capacidade de multitasking é um mito e tem efeitos adversos na produtividade, criatividade, e equilíbrio mental e emocional, tornando-se a prazo numa desvantagem para a pessoa e para a organização. Um estudo realizado pelo neurocientista Earl Miller, no MIT, indica até que as pessoas que acreditam ser muito boas em multitask são aquelas que pior desempenho conseguem. :)


Fazer duas coisas ao mesmo tempo sem efeitos adversos é possível apenas quando uma dessas tarefas é automática, ou seja, quando não é preciso atenção para a realizar (por exemplo comer e andar) ou essas tarefas envolvem diferentes tipos de processamento (por exemplo podemos ler e ouvir música porque solicitam diferentes partes do cérebro mas as nossas capacidades diminuem se a música tiver letra pois ambas requerem os centros de linguagem do cérebro).

Quando falo dos efeitos adversos de multitasking refiro-me a tarefas cognitivas, que requerem atenção, inteligência e criatividade. O multitasking não existe: os “multitaskers” na realidade executam as várias tarefas em série, mudando rápida e sucessivamente a sua atenção entre elas, com custo no desempenho e na saúde.


As consequências negativas de multitasking têm vindo a ser estudadas e são conhecidas. Dave Crenshaw resume estas consequências de um modo simples (há um vídeo muito interessante no youtube sobre este assunto, experimentem fazer o exercício que ele propõe à audiência):
  • Demora-se mais tempo a realizar as tarefas porque uma parte do tempo tem que ser utilizada na troca entre as tarefas, para relembrar onde se estava antes de trocar e voltar a entrar no raciocínio que estávamos a ter. Dependendo das tarefas e dos autores há quem fale que quando fazemos multitasking demoramos cerca de mais 30% de tempo do que quando estamos completamente focados em cada uma das tarefas, em particular para tarefas complexas.
  • Obtemos piores resultados, fazendo o dobro dos erros (saltamos instruções importantes, enganamo-nos nos números, fazemos acidentalmente reply-all a um email, não lemos com atenção os emails e não respondemos adequadamente ou não respondemos de todo o que obriga os outros a enviarem-no de novo ou a telefonarem…).
  • Mais stress e maior dificuldade em manter um pensamento por um período de tempo mais extenso quando estamos constantemente a ser bombardeados por notificações de email, messaging, telefone e pedidos urgentes.
  • Piores relações com colegas e família pois ao dividirmos a atenção com outras coisas (por exemplo estar com uma pessoa e estar a enviar sms ou numa reunião e estarmos a responder ao email) estamos na realidade a dizer-lhes que não são importantes para merecerem toda a nossa atenção.
Tenho orgulho em conseguir escrever e falar com outra pessoa ao mesmo tempo, de estar a escrever este post e em simultâneo a falar no skype, ver o email e a fazer sopa. Sim, sou mulher o que ajuda :). O resultado é que tive que rever mais vezes o texto, perdi provavelmente mais tempo e sinto-me agitada. Há quem diga que o multitasking é viciante e que por isso, mesmo sabendo dos resultados adversos, as pessoas continuam a fazê-lo.

No próximo post vou listar algumas ideias (algumas que uso em certos contextos, outras que gostava de usar mais consistentemente) de como se pode reduzir o vício do multitasking: estratégias pessoais, de equipa e organizacionais.
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domingo, 1 de julho de 2012

Gelado de fruta saudável feito em casa na bimby

gelado-de-morangoOntem o jantar foi gelado de morango que demora menos de um minuto na bimby (ou noutro robot de cozinha poderoso…se é que isso existe).
Já fiz esta receita com cerejas (descaroçadas) e nectarinas e ficaram deliciosos. A próxima experiência será com banana. É só fruta e iogurte e um bocadinho de açúcar.




Ingredientes:

30 gramas de açúcar (a receita original diz 100g de açúcar mas acho isso um exagero, para gostos mais gulosos sugiro começarem com 50g)

500 g de fruta (se forem cerejas o peso é sem o caroço, ou seja, devem comprar cerca de 1Kg). A fruta deve ser congelada previamente. Congelo em sacos tipo sandes, espalhando como está na foto para que seja mais fácil separar e colocar na bimby)
morangos-congelados
150g iogurte natural (pus dois pacotes de 125g)

Preparação

1. Colocar o açúcar no copo e pulverizar 15s/vel 9
2. Adicionar a fruta e programar 15s/vel 8
3. Adicionar o iogurte e programar 20s/vel 5

Servir de imediato ou colocar no congelador com folha aderente por cima para tirar o ar e evitar cristais. No dia seguinte começa a ficar duro.

domingo, 24 de junho de 2012

Força de vontade, como conservá-la e fortalecê-la

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Pessoas com mais força de vontade atingem mais resultados positivos. Investigações recentes têm vindo a demonstrar que a força de vontade não é uma habilidade imutável, mas sim um recurso limitado que se gasta mas que também se pode fortalecer e conservar. Não resisto a partilhar o que tenho vindo a ler sobre o fenómeno do esgotamento da força de vontade e estratégias para a fortalecer e conservar. Se estivermos conscientes de algumas destas estratégias, poderemos ter melhores resultados? Eu acho que sim!


FORÇA DE VONTADE, UM RECURSO FINITO

Tem vindo a ser observado cientificamente que pessoas com maiores níveis de felicidade, saúde, sucesso e emocionalmente mais estáveis demonstram ter níveis mais elevados de força de vontade. A força de vontade entra tipicamente em ação quando queremos resistir ao desejo de fazer algo que nos afasta dos nossos objetivos ou que não esteja alinhado com os nossos valores.
Porque é que a força de vontade varia ao longo do tempo? Porque é que umas vezes é fácil termos um determinado comportamento e outras nem tanto?
A força de vontade é um recurso finito e gasta-se. As boas notícias são que temos os recursos para a fortalecer e conservar.
 

COMO É QUE A FORÇA DE VONTADE SE ESGOTA?

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O psicólogo Roy F. Baumeister e colegas (a maior parte do que falo neste artigo é o resultado da investigação que tem vindo a ser feita por esta equipa) chamou Esgotamento do Ego (Ego Depletion), (referencia a Freud e à sua teoria da estrutura da mente), ao fenómeno da diminuição da força de vontade e identificou que este estado, onde aparentemente não temos todos os nossos recursos disponíveis, acontece como resultado de nos autocontrolarmos/resistirmos a algo ou quando tomamos decisões.
  • Quando exercitamos auto-controlo ou resistimos a fazer, dizer, pensar, sentir uma coisa é a força de vontade que nos mantém no caminho, à custa de se gastar (estudos mostram que uma pessoa normal passa em média 4 horas por dia resistindo a desejos).
  • Quando tomamos decisões, desde as mais simples às mais difíceis, gastamos força de vontade (no limite este fenómeno chama-se fadiga da decisão (decision fatigue)).
Fisiologicamente foi também identificado que o que diminui quando falamos de Esgotamento do Ego é o nível de glicose, principal fonte de energia dos processos cerebrais (por exemplo pessoas estão menos dispostas a tomar decisões ativas e preferem escolhas passivas antes do almoço).

Como é um recurso limitado, quanto mais usamos a força de vontade numa tarefa, mais difícil é ter força de vontade na tarefa seguinte o que se reflete em piores resultados. Será por isso que quando estamos mais stressados e temos dias onde temos que tomar mais decisões difíceis acabamos por comer pior, fazemos menos desporto ou somos mais rudes e impacientes com os outros?
 

COMO É QUE A FORÇA DE VONTADE SE FORTALECE E CONSERVA?

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A força de vontade exercita-se e fortalece-se como um músculo trabalhando num objetivo ou hábito, saindo da zona de conforto, fazendo coisas diferentes ou de um modo diferente. A criação de bons hábitos tem também a vantagem de evitar o consumo deste recurso já que os comportamentos e decisões passam a ser automáticos em vez de resultarem da tomada de decisão ou autocontrolo, ou seja, do uso da força de vontade.
Para conservar a força de vontade podemos diminuir as fontes desnecessárias de tentação, decisão e distração que consumam este recurso, conservando-o para as coisas importantes.


Automatização de decisões e remoção de fontes de tentação:
  • Colocar decisões/auto-controlo em piloto automático sempre que possível (por exemplo se não houver doces em casa não é preciso resistir aos mesmos, se usarmos um programa que bloqueie o acesso à net durante um determinado período de tempo não temos que gastar a nossa energia a resistir à doce procrastinação).
  • Uma das minhas favoritas: criar Intenções de implementação (Implementation Intentions) ou seja rotinas muito específicas para detalhar os objetivos. Estas intenções têm a forma de “Assim que a situação X acontecer, eu vou fazer Y”. Por exemplo “Se é 2ª. 4ª ou 6ª às 9h eu vou correr”, “Se fulano gritar comigo, eu vou respirar fundo 3 vezes”. Tem vindo a ser observado que aqueles que definem este tipo de intenções específicas, têm mais sucesso em alcançar os objetivos… talvez porque não tenham que esgotar os seus recursos a tomar decisões do que fazer porque estas já foram tomadas no passado.

Fazer uma gestão dos níveis de força de vontade (estas são mais ou menos óbvias mas tomam uma dimensão diferente à luz desta teoria):
  • Trabalhar apenas um objetivo de cada vez, específico e claro.
  • Encarar as coisas mais difíceis e/ou importantes logo no início do dia (tarefas mais importantes o mais cedo na manhã) para não correr o risco de ao fim do dia o depósito da força de vontade estar mais em baixo.
Descansar, viver a vida e ser feliz
  • Rir e promover emoções positivas.
  • Dormir, fazer pausas, manter-se fresco.
  • Deixar o sol dar-lhe banho.
  • Manter o espaço que o rodeia arrumado e limpo (existe uma relação entre a ordem externa e a força de vontade). Talvez esta não seja a dica que algumas pessoas esperam ver no grupo do “ser feliz” mas podemos sempre encarar isto como uma oportunidade para fazer feliz a pessoa com quem partilha o espaço ;)
Alimentar-se
  • Garantir que o seu cérebro tem os níveis necessários de glicose nos momentos mais desafiantes comendo por exemplo uma peça de fruta e alimentando-se correctamente.
Exercitando e poupando a força de vontade, por exemplo com a criação de hábitos, aumentamos a nossa reserva deste recurso para coisas realmente importantes. Consegue imaginar o que pode fazer agora para fortalecer e poupar a força de vontade?

Fica também a pergunta, "como entra a motivação neste jogo?". Isso será assunto para um outro post. 

sábado, 28 de abril de 2012

Toyota IQ - continua a encantar-me



Fez ontem 3 anos que comprei o meu toyotinha. Queria basicamente um carro de 2 lugares, pequeno mas com espaço de bagagem. Depois de muita análise às alternativas, test drives e algum tempo à espera que finalmente fosse lançado, comprei o Toyotinha IQ que me continua a encantar. O carro ideal para quem quer um carro pequeno para estacionar "naqueles" lugares, económico, fiável, muito manobrável, com pinta e muito espaçoso. Descartei o lugar e meio atrás para ter espaço de bagagem. E sinceramente...até parece que estou um carro a "sério"! :)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Descobrindo Fernando Pessoa

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Até ao fim de Abril está na Gulbenkian uma exposição muito interessante sobre Fernando Pessoa. Os poemas, as histórias, os objetos, a vida desassossegada na procura de algo, a inquietação, a insatisfação, a desadequação, a ironia, a mente brilhante, tudo embrulhado em interatividade, luzes e escuridão.

Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 e durante a adolescência viveu em Durban, na África do Sul, já que o seu padrasto era aí cônsul. “Ser poeta e escritor não constitui profissão mas vocação”.



A exposição começa por apresentar os heterónimos mais conhecidos (tinha imensos…como se ser quem era lhe limitasse a criatividade). Ao leve movimento da mão no ar, como que passando a página de um livro imaginário, os poemas sucedem-se. Os sons refletem a personalidade do personagem.

Alberto Caeiro nasceu em 1889 em Lisboa e é talvez o mais lúcido de todos. Guardava rebanhos, pensamentos, sensações. Pouco instruído, vê as coisas como elas são. Os poemas de Alberto Caeiro refletem uma consciência universal de procura de paz e de uma consciência maior através do agora e do não pensar (poeta essencial para quem gosta de aprofundar e praticar filosofias orientais e procura algo mais do que o estado de consciência “normal”).

Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!

Se eu adoecesse pensaria nisso.

(…)

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.



E eu, se lá aparecerem e me perguntarem o que fiz,
Direi: olhei para as cousas e mais nada.
E por isso trago aqui o Universo dentro da algibeira.
E se Deus me perguntar: e o que viste tu nas cousas?
Respondo: apenas as cousas... Tu não puseste lá mais nada.
E Deus, que é da mesma opinião, fará de mim uma nova espécie de santo 



O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.

(…)

Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender


Álvaro de Campos nasceu em 1890 em Tavira e foi estudar Engenharia Mecânica e Naval para a Escócia. Viajou pelo Oriente, experiência da qual resulta o Opiário. Ouvem-se as máquinas enquanto os poemas se sucedem.


Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?


Bernardo Soares é um semi-heterónimo, é um Pessoa mutilado do”raciocínio e afectividade”. Escreveu o livro do desassossego.

Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir — é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.


Ricardo Reis, nasceu no Porto a 1887, médico e expatriado para o Brasil devido às suas convicções monárquicas. Distinguiu-se pelo seu estilo clássico.

Para ser grande, sê inteiro: nada 
Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
No mínimo que fazes. 
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive




Fernando Pessoa morreu em 1935, com 47 anos, vencendo enfim a “própria realidade do mundo” através da imortalidade.

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lisboa a pé – as vilas operárias e o panteão

 O cartão 22 sugere-nos um passeio sobre a “vilas” da zona da Graça, que no século XIX albergavam os operários.
Antes disso fomos a um sítio onde planeávamos ir há algum tempo. Aproveitando que a entrada nos monumentos é grátis aos Domingos até às 14h fomos até ao Panteão.
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Os 400 anos de construção do Panteão nacional, também conhecido por Igreja de Santa Engrácia, deram origem à expressão “obras de Santa Engrácia”. Depois de entrar percebemos que existia um terraço. A subida das imensas escadas valeram a pena pela vista magnífica. 
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Aqui encontram-se os túmulos de muitas figuras Portuguesas como Almeida Garrett, Amália (única mulher), Aquilino Ribeiro, Guerra Junqueiro, Humberto Delgado, João de Deus, Manuel de Arriaga, Óscar Carmona, Sidónio Pais e Teófilo Braga.
Aprendi o que são cenotáfios que inicialmente me confundiram já que me parecia que algumas das pessoas sepultadas aqui estavam também noutros sítios (como por exemplo Vasco da Gama e Camões). Depois percebi que afinal eram só monumentos de homenagem.
Fiquei muito confundida pelos grandes génios Eça de Queirós e Fernando Pessoa não estarem aqui. O Pessoa está afinal nos Jerónimos e o Eça em Santa Cruz do Douro (google is my friend).
Depois seguimos para a Graça seguindo a proposta do passeio onde descobrimos que alguns dos sítios por onde já tínhamos passado tantas vezes eram aquilo a que se chamam vilas operárias (por exemplo perto do miradouro da Graça). A vila Sousa está instalada num antigo palácio, adaptado para albergar várias famílias organizadas pela sua importância. Algumas das cenas do filme Pátio das Cantigas foram filmadas aqui.
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Lisboa a pé–muralhas de Lisboa

O cartão número 1 propõe um passeio de descoberta dos vestígios da muralha de Lisboa. O passeio começou em Alfama (estou cada vez mais encantada com esta zona), depois contornou as muralhas do castelo e depois desceu ao Chiado.
Descobrimos uma esplanada modernaça com uma vista esplêndida sobre o Tejo no Largo das Portas do Sol mas pelos vistos o fotografo não tirou fotografia.
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Depois resolvemos ser uns malucos e não seguir o passeio proposto mas ir a outros sítios como à Sé onde nunca tinha ido. A Sé foi construída no local de uma antiga mesquita. Não gostando propriamente de ir à igreja cada vez aprecio mais o silêncio e a paz que se consegue encontrar dentro destes edifícios.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Lisboa a pé–nascentes de Alfama

No Natal ofereceram-me uma caixa com 52 propostas de passeios a pé e/ou bicicleta por Lisboa. São cartões com um mapa de um lado e com a explicação dos sítios do outro. Foram produzidos pela empresa Lisbon Walker, uma jovem que faz passeios a pé por Lisboa muito divertidos e instrutivos. Já fizemos vários e aconselho em particular o do Terramoto.
Voltando aos cartões: decidimos começar a fazer turismo em Lisboa todas as semanas.  É como ir de férias cá dentro e sem gastar dinheiro. Vamos descobrir cantinhos que, pelo menos eu desconhecia, já vivendo em Lisboa há 17 anos (assustei-me quando fiz a conta).
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Hoje escolhemos o cartão nº 13 e fizemos um passeio que segue os vários chafarizes da zona de Alfama. Há muitas casas em mau estado mas já se veem muitas reconstruções e recuperações com muito bom aspeto. Só não sei bem como levam as compras para casa ou como é que as pessoas mais velhas são assistidas em caso de doença ou imobilidade. 
De resto, foi como entrar num filme antigo: as escadinhas, os pátios, as ruas estreitas, as pessoas sentadas à porta a dizerem boa tarde (ou a responderem boa tarde), os “cromos típicos” e o Tejo a espreitar pelas ruelas, como uma promessa de mar, a lembrar porque é que esta é uma das mais bonitas cidades do mundo.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gelado sem culpa - I

llaollaoExiste sistematicamente uma fila grande para o stand da Llaollao no centro comercial Allegro em Alfragide. Surpreendentemente vendem…iogurtes!